segunda-feira, 9 de junho de 2014

My own being

My life has been dark
And nothing that I've done
made the bright sun rise up again
But something is different
my personal black begins to glow
Oh, and I
Never knew how beautiful the night could be

I lay down
I gaze upon sky
How could I let the stars pass?

And now, what can I do?
If you found me, stay
and just let me show you
What you made of me
You see this words I write?
I hope you know what it means.

You're already my own being.

So I painted my sky red
the deepest shade of crimson just to hide
the blood that will run when we be
selfish, proud and jealous
But I just ask of you
be surly, just don't let me alone
Cause you know
I will never, ever let you go from me.

Lay with me
Gaze upon the sky
Would be so wonderful if you hide?

And now, what can I do?
I discovered  that life
Is not glad without you
Tell me, what I'll do
If you grew up in me
And turned up my own being?

My own being.

And after of my suffering
and after of yours too
Just hold my hand and be
my company through the sea.
And in the nights
please don't be afraid, don't feel blue
Remember my heart once of stone
It learned to love you.

I lay down
you are with me
And I'm so happy, I cannot breath

Oh, I know wath to do
You showed me a way
And I wont hesitate
The sun it's rising again
And all that I can do
Is give you all I am.

You see this words I write?
I know you already knows.
You're already my own being.

[Fernando M. Minighiti][09.06.2014][22:04]


sábado, 1 de março de 2014

A vida é inclinada

É engraçado como tudo pode acontecer em um único dia. Assim como nada. Ironicamente, é como se por pirraça as coisas rolassem para um único momento no tempo, em uma vida linear, porém inclinada. Como a gravidade. Mas talvez isso seja necessário, ou até mesmo bom. Não sou capaz de julgar, mas é como se tudo se tudo se agrupasse para ser solucionado de uma só vez. Se não para isso, ao menos para que não nos enfademos com certa regularidade. Para nos vermos livres de tudo de uma única vez. Para que tudo passe logo. Assim como você - literal e figurativamente falando.
O presságio talvez já estivesse nas nuvens. Eu que não as devo ter olhado e interpretado direito. A única coisa que eu sabia (ou que pensava que sabia) era que nada poderia ficar pior. Afinal, o que pode ser pior do que demostrar a própria fraqueza publicamente? Quanta tolice. A não ser pela noite apoteótica, tudo estava correndo conforme a normalidade. Até que tudo escureceu - sem trocadilhos. A atmosfera subitamente adensou-se, e respirar tornou-se difícil. Até se mover era uma luta. Talvez fora nesse momento que a tempestade lá fora começou a cair sobre nós - primeiro figurativamente, claro.
Então vislumbrei seu olhar em meio à claridade repentina e ligeira dos trovões. Seu cheiro veio até mim através do vento que roçava seu corpo. Cheiro de orgulho. Cheiro de raiva. E todo esse clima que me intimidava auxiliou-me a tomar uma atitude. Atitude, essa, que tomaria de qualquer modo. 
O mundo parou de correr à nossa volta, e pudemos caminhar nos nossos passos largos. Mas preferi ficar à escuridão. Estar à margem, à sombra, na periferia da tensão é muito mais confortável. Ou menos desconfortável. Então observei sem ser observado. Segui sem ser seguido. Segui passos que pareciam me levar para anos atrás, e não para frente. E, nesses vislumbres do que já se foi, enterrei sorrisos. Sepultei abraços. Velei toda a felicidade adquirida ao longo dessa vida linear. Linear, sim. Porém inclinada.
Então, para. Paro também. Pisco os olhos e percebo que estou de volta ao placar do dia de hoje - e vejo que uma chuva forte cai, deixando tudo parado. O destino chora.
Mas tudo estava errado, pois estavam todos parados. E nada pode parar. A vida é inclinada.
Não deixo a chuva me parar e adentro na água que cai. Te deixo para trás, parada. E todo o significado ficou estagnado contigo.

[Fernando M. Minighiti][01.03.2014][00:33]




quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ratos e amigos

Quem você pensa que é? Você acha que você é a pessoa mais importante no mundo, ou a mais original? A cereja solitária que decora o glacê do bolo? Você acha que está sentada em um trono, imponente, e que todos os seus súditos são ratos que lhe devem reverência e adoração? Desculpe. Eu realmente lamento, mas você e nem ninguém chega perto de nada disso. Pelo menos ninguém deveria. Sentindo-se vazia ao descobrir isso? Não se preocupe, não. Eu posso lhe dizer quem você é. Você é uma pessoa arrogante e egoísta. De fato, acha que seus "amigos" devem-lhe devoções eternas, os que não o são, não passam de ratos de esgoto. Ao mesmo tempo, pode ser muito amável. Você é uma pessoa doente, também. É alguém que, de tão tímida, criou um casulo impenetrável ao qual só você tem acesso. E não há nada e nem ninguém que a faça sair daí. É alguém com um nível tão elevado de complexidade que nem aos seus próprios olhos você faz sentido. Mas consegue ser carente. Não consegue manter muitas amizades verdadeiras ao longo da vida e, quando consegue uma, a quer só para si, 24 horas por dia. Por isso mesmo, é possessiva. E, para manter essas pessoas perto, usa de todos os artifícios: chantagem emocional, drogas lícitas (e ilícitas também), álcool, música, livros, festas, até mesmo brigas. Esforça-se, e até se prejudica para estar, mesmo que apenas no seu imaginário, num patamar descolado, alternativo. E o critério para separar amigos de ratos é justamente quem segue ou não esses parâmetros, muitas vezes absurdos. Por outro lado, é uma pessoa inteligente, com um potencial tão grande guardado dentro de si. Um desperdício, claro, pois está tão bem guardado que é inutilizado. Guarda muito orgulho dentro de si. Quando acha que perdeu alguém, por mais equivocada que possa estar, ainda sim usa de sua arma secreta - chantagem emocional -, como uma cigana hipnotiza um homem, e nada a faz voltar atrás. É aí que todos devem correr até você. Caso contrário, serão ratos, e apenas ratos - mesmo que já tenham sido amigos fiéis por longos anos. É alguém que não sabe quão agradável é quando não se esforça em ser legal. É alguém que se odeia. E, por fim, é alguém que nunca aceita um erro. Sua vontade é soberana e seus princípios são sempre corretos. O que você acha é sempre verdade. O que, claro, é um grande engano da sua parte, e que posso provar: sabe aquele isqueiro que você jura que perdeu? Então. Na verdade, eu o roubei.

[Fernando M. Minighiti][29.01.2014][23:24]


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

(uma tentativa de) Crônica sobre a vida e a morte


Sempre fui da opinião que a morte é um mistério insolúvel, um momento de agonia tremenda. Não sou do tipo religioso. Não acredito em vida após a morte, ou que um tal criador venha ao meu encontro. Por outro lado, nunca consegui aceitar o fato de que um dia meu sangue deixará de transportar oxigênio, matando cada órgão e "pronto, sua vida acabou". Isso soa um tanto... simplista demais - na minha opinião.
A vida, às vezes, parece colorida demais para que tudo finde na escuridão de um sono eterno. Deve haver algum sentido maior do que viver apenas para, com todo o respeito, terminar por ser adubo para as árvores dos cemitérios (dizem que elas são as mais frondosas, as dos cemitérios).
Por muito tempo não compreendia o fato do sermos obrigados a um dia viver essa experiência tão incerta e solitária. Teremos que enfrentar tudo sozinhos. 
Mas, em umas pesquisas que andei fazendo, pude verificar que a morte não é o único momento em que - possivelmente - sofreremos sozinhos. Nela, descobri que os bebês sofrem tanto quanto, e igualmente solitários.
Tudo começa quando as contrações do útero empurram o pobrezinho para baixo. Depois de nove meses recebendo alimento e oxigênio pelo cordão umbilical que o liga com a mãe (pesquisas recentes dizem que é possível que o bebê até mesmo sorria dentro do útero: ele está num ambiente confortável, não sente fome nem frio e é embalado constantemente pelo ritmo cardíaco da gestante), ele não tem escolha: o oxigênio enviado pelo cordão umbilical é gradualmente reduzido. Logo estará na hora de sair dali, e não poderá levar nada consigo. 
O bebê, então, nasce, e eis que logo a primeira experiência do bebê neste mundo é traumática: além de estar todo coberto de vérnix (uma substância gordurosa), o sistema respiratório precisa começar a funcionar, uma vez que dentro do útero a respiração era através da corrente sanguínea. Para tanto, o bebê força os pulmões a se dilatarem, engolindo golfadas de oxigênio pela primeira vez, que chega aos pulmões cheio de líquido amniótico - o que faz com que ele abra o berreiro. 
Depois que o (sádico) médico constata o choro como uma boa notícia, ele rompe tudo aquilo que restava da união mãe/filho: o cordão umbilical. Agora, o bebê sentirá o frio da sala de cirurgia, e terá que aprender a queimar calorias para se aquecer. Suas células em frenesi precisam urgentemente aprender a deglutir e digerir o leite materno que em breve receberá. Os olhos permanecerão algum tempo fechados, até acostumarem-se com as luzes agressivas desse mundo. É um momento tenso
E, depois de todo esse tumulto, ele é dado para a mãe novamente. Dessa vez, nos braços.  
Sim, nós sofremos - e muito - ao nascer.
Sair do útero e partir desta vida são experiências traumáticas que somos obrigados a enfrentar por nossa própria conta. De ambas não temos escapatória, assim como desejamos, inutilmente, não vivenciá-las.
Desse modo, a raça humana talvez seja, então, apenas uma raça carente, ressentida, que tem como único propósito de vida, mesmo que inconscientemente, a busca por um outro pequeno útero para que possa se aconchegar livre dos medos e dos perigos que o assombraram ao nascer. Encontramos esse pequeno útero, talvez, nos laços que fazemos ao decorrer da vida, sejam eles quais forem. 
Talvez se encararmos cada situação ruim como um pequeno nascimento - o que não é nada além de um outro ponto de vista de uma pequena morte - saberemos que essa dor é inevitável e essencial, assim como esses dois eventos. Cabe apenas a nós mesmos aprendermos a ter força de vontade o suficiente para nos estabilizar. E sejamos sinceros: para quem sobreviveu a uma experiência tão traumática como o momento do próprio nascimento, isso é moleza.

[Fernando M. Minighiti][21.01.2014][01:48]







sábado, 9 de novembro de 2013

Idealizador

Sou um idealizador
profissional de talento nato
-de mansões e de choupanas
ao redor da floresta, ao redor do mato.

Sou um idealizador
e não apenas de coisas, não
idealizo frases mundanas
idealizo o afago da mão.

Idealizador de sonhos
-dos sonhos vivos e dos mortos
que tem sepulturas gravadas
nas imagens de velhas fotos.

Idealizo o que não posso
desejo reprimido em meu ser
que reside num escuro porão
sem poder cantar, sem poder viver

Sou idealizador de coisas impossíveis
que navega de mar em mar
-mãos amarradas no leme da vida
navegando sem terra jamais encontrar.

E quando os outros me perguntam
como me revezo de dor em dor
inflo meu peito e seco meus olhos:
"Sou louco. Sou idealizador."

[Fernando M. Minighiti][00:33][09.11.2013]




quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Anti-História

Certa vez, ouvi uma canção que iniciava com as seguintes palavras: And now the end is near, and so I face the final curtain. As condições de dramaticidade das quais desfrutava no momento em que a dita música me foi apresentada, obstruíram o que tais palavras poderiam me dizer, no mais profundo âmago. De fato, tudo me foi por demais superficial nas primeiras análises daqueles versos. E hoje, posso arriscar dizer o que elas significam interiormente. Não por dedicar algum tempo à reflexão, já que me seria desnecessária, uma vez que estou vivendo no âmago dessas palavras.
Posso, com toda certeza, dizer que o fim não está próximo, eu o ultrapassei, transpus o final de algo que nunca começou. Estou em chamas. Queimo arduamente cada momento, cada gesto. A cada momento, a cada gesto. Enquanto as chamas tremeluzentes correm meu corpo, um prazer vitorioso que transcende os sentimentos flui por dentro de mim, avisando que a profecia que há muito foi feita, e que ainda ecoa através das chamas em meu ouvido hoje, era falha. Queimo prazerosamente, como se eu implorasse pra que isso não parasse, pois eu sei que o final é outro: Eu não me transformarei em cinzas.
O quanto mudei? O quanto isso foi bom? Mudar faz parte de qualquer ser vivente. A vida é uma mutação. No inicio, preparei-me. Expus-me na mais reluzente vitrine, o rosto elevado, focando o céu imponente e azul, esquecendo-me de reparar no chiqueiro ao qual a vitrine estava exposta. E fui consumido.
Por pior que fosse, seria uma história. E aquele era apenas o prelúdio. Da lama à eternidade. E a lama era apenas o capitulo inicial, a parte onde eram apresentados os personagens (Olá, muito prazer) em suas  piores formas (O prazer é todo meu) e suas expectativas quando o final da história chegasse, quando o momento da eternidade fosse iminente. (Seremos amigos para sempre)
Aquele foi um longo primeiro capítulo. Ou um capítulo 1 eterno? Ou vários capítulos idênticos ao primeiro? Ou então uma história com três longos capítulos, tão longos como três anos? Ou uma história sem capítulos, estagnada, talvez? Meu Deus, aquilo chegou a ser uma história? (Não sei responder a nenhuma dessas questões, quem dirá este meu pensamento mais profundo, mais angustiado e indignado.)
Verdade seja dita,  a obstrução intelectual e a estática de perspectiva eram as palavras de ordem. Nasceste entre os porcos? Então permanecerá entre eles até sua morte. E tal pensamento medieval não me atrai, não me seduz, não me doutrina. Procurei salvar-me, e a quem conseguisse levar comigo. Aquilo não era um lugar para seres "racionais". E, na procura insana pelo capítulo final da história, na minha corrida para a glória, feri-me. Por várias e várias vezes o sangue era tudo o que se passava em meus olhos. O meu próprio. Enquanto as feridas ficavam mais profundas à medida que nos afastávamos, o peso da carga que eu levava - o peso de todos aquele que eram dignos de se salvarem - estava sobrecarregando meus ombros. Até que, por fim, sucumbi. 
Quanto tempo fiquei estático no mais impuro solo é algo impreciso. O fato é que flores mortuárias cresciam ao meu redor, alimentadas pelo meu sangue gotejante, fechando-me em um belo e assombroso túmulo amaldiçoado. E, quando a lua pintava-se de rubi, e o sol perdia sua cor e calor, percebi toda a carga que tinha deixado para trás. De fato, elas permaneciam atrás. Intocadas. Perfeitamente normais. Puras em sua impureza. Viviam, como no início do capítulo, em estagnação de pensamentos. 
Sim. Sangrei para isso. Morri por isso. Dei de minhas forças para salva-los de um eterno capítulo, enquanto a conformidade de um capítulo eterno lhes soava mais atrativa, mas confortável.
Então, corri. E, com a paisagem nojenta, também erra borrado à minha visão imagens de suas hipocrisias, da confecção de suas máscaras e da monstruosidade que elas encerravam. E, pela primeira vez, minha vida real se confundiu com um pesadelo. O que era real, o que deixava de ser, já era irrelevante. Acreditava no que via, no que sentia. E o que eu via era o âmago dos seres mais impuros, e o que eu sentia era repulsa, ódio e mágoa por partilhar momentos dos quais esse âmago era muito bem velado.
Mas sentia também alívio. Sentia que, agora, em meu egoísmo, não sangrava mais, tampouco a dor me torturava. E as terríveis flores funerárias me deixaram, o sol voltou a me aquecer e, a Lua, a me guiar até pela mais negra noite. Não reconhecia mais os campos por onde andava. Definitivamente encontrara a eternidade, mas nunca saí do capítulo 1. Pois agora, refletindo durante longos anos (pelo menos é o que me parece) sobre outros tantos anos (já me perco em relação ao tempo, essa variável insignificante) vejo que nunca houve, da parte alheia, evolução. Nunca houve motivação. Nunca houve desenvolvimento. Nunca houve, então, história.
E eu criei a minha. Do meu elevado posto, desci à mais profunda lama, provei do mais amargo fel, senti a mais negra maldição descer sobre mim, e, mesmo assim, alcançei a glória de um fim digno. Alcançei a eternidade, a glória sozinho. Tropeçando no meu egoísmo.
Agora que os dois fatos foram narrados - podemos chamá-los de anti-história e a  história, que se formou a partir da indigna primeira - segue-se a nota de rodapé - na última ou na primeira página, não sei dizer: Eis que pagará por todo o egoísmo. E, quando percebi que não havia um fim nessa anti-história, uma vez que nunca existiu, eis que alcanço o fim de minha história criada.
E, então, queimo.
Queimo meu egoísmo.
Mas eis que, como já foi dito anteriormente, a profecia errara. (Nota: Reclamar com o editor que colocou uma nota de rodapé falsa)
Por que, enquanto queimava, só enquanto as chamas possuíam cada centímetro do meu corpo, foi que percebi que nem todas as pessoas são como as que conheci. Nem todos partilham da podridão que me foi apresentada. Que nem todas partilham da mesma anti-história. Que há pessoas pelas quais vale a pena continuar a narrar, continuar a escrever, continuar a viver sua história. 
Pois termino do modo como começei, salvo um pequeno detalhe: Não estou sozinho. Estou livre.
Que a história começe.

[Fernando M. Minighiti][08.12.2011][23:05]


sábado, 3 de dezembro de 2011

Laços

Você esnoba
Tudo o que um dia já fomos
Você não se importa
Com o futuro que está morrendo
Eu não volto
Para casa por que eu sei que vou
Encontrar o que costumávamos ser
Aos pedaços.

Estaremos juntos juntos de novo
O fim é sempre como o início.
Estaremos mais uma vez unidos
Na precisão desse gatilho?

Laços criados,
Dos nossos segredos e medos
E sorrisos, e abraços
Até o sangue nas veias impuras
Que devem ser derramados
E unificados.

Eu me forço
A aceitar a mudança
Como uma velha amiga
Mesmo sabendo
Que nada e ninguém
Lhe roubará o seu trono
Então eu volto
Em memórias do passado
Em promessas de futuro
E me ponho a recolher
Os pedaços.

Estaremos juntos juntos de novo
O fim é sempre como o início.

Estaremos mais uma vez unidos
Na precisão desse gatilho?

[Fernando M. Minighiti][03.12.2011][23:53]

 
 
"All my nightmares escaped my head
Bar the door, please don't let them in
You were never supposed to leave
Now my head's splitting at the seams
And I don't know if I can
Here, beneath my lungs, I feel your thumbs press into my skin again"

[Welcome Home. Radical Face]