terça-feira, 30 de agosto de 2011

De outras autorias XVIII

When the lights go out Will you take me with you?
And carry all this broken bone
Through six years down in crowded rooms
and highways I call home
Is something I can't know till now
Till you picked me off the ground
With brick in hand, your lip gloss smile
Your scraped up knees
Terrified of what I'd be
As a kid from what I'd seen
Every single day when people try
And put the pieces back together
Just to smash them down
Turn my headphones up real loud
I don't think I need them now
'Cause you stopped the noise
And if you stay I would even wait all night
Or until my heart explodes
How long?
Until we find our way in the dark and out of harm
You can run away with me
Anytime you want
Don't walk away
Cause if you stay I would even wait all night
Or until my heart explodes
How long?
Until we find our way in the dark and out of harm
You can run away with me
You can write it on your arm
You can run away with me
Anytime you want.

[Summertime. My Chemical Romance]

You belong to me
My snow white queen
There's nowhere to run
So lets just get it over
Soon I know you'll see
You're just like me
Don't scream anymore my love
Cause all I want is you

[Snow White Queen. Evanescence]


Sob o seu encanto novamente
Eu não consigo te dizer não
Deseje meu coração e ele estará sangrando em sua mão
Eu não consigo te dizer não
Não deveria ter te deixado me torturar tão docilmente
Agora eu não consigo acordar deste sonho
Eu não consigo respirar mas me sinto bom o bastante
Me sinto bom o bastante para você
Beba desta doce decadência
Eu não consigo te dizer não
E eu me perdi completamente e não me importo
Eu não consigo te dizer não
Não deveria ter te deixado me conquistar por completo
Agora eu não consigo acordar deste sonho
Não posso acreditar que me sinto bom o bastante
Me sinto bom o bastante
Demorou muito, mas me sinto bem
E eu ainda estou esperando pela chuva a cair
Derramar vida real sobre mim
Porque não consigo me apegar a algo tão bom assim
Eu sou bom o bastante para você me amar também?
Só tome cuidado com o que você me pede
Porque eu não consigo dizer não.

[Good Enough. Evanescence]

I sense there's something in the wind
That feels like tragedy's at hand
And though I'd like to stand by him
Can't shake this feeling that I have
The worst is just around the bend
And does he notice my feelings for him?
And will he see how much he means to me?
I think it's not to be
What will become of my dear friend?
Where will his actions leaves us then?
Although I'd like to join the crowd
In their enthusiastic cloud
Try as I may, it doesn't last
And will we ever end up together?
No I think not, it's never to become
For I am not the one

[Sally's Song. The Nightmare Before Christimans.]

Eu tenho medo do mundo
Eu tenho medo do que pode
Acontecer
Eu tô cansado de tudo
De tanto lutar e nunca vencer
A raiva que eu sinto
Vem das coisas que nós
Sabemos de cor
Quando eu vejo seu rosto
Eu quero ser melhor
Eu sou o rei da derrota
E me sinto pequeno
Aqui no meu trono
A dor do fracasso
Podia ser muito maior
Se eu não tivesse você
Pra me fazer
Melhor

[Melhor. Capital Inicial.]

Eu sempre quero mais que ontem
Eu sempre quero mais que hoje
Eu sempre quero mais do que eu posso ter
Mais do que palavras
Mais do que promessas
Mais do que o mundo pode me dar

[Mais. Capital Inicial]

There ain't no reason you and me should be alone tonight
Yeah baby, tonight yeah baby
But I got a reason that you-hoo should take me home tonight
I need a man that thinks it right when it's so wrong
Tonight yeah baby
Right on the limit's where we know we both belong tonight
Another shot before we kiss the other side tonight
Yeah baby, tonight yeah baby
I'm on the edge of something final we call life tonight
Alright!
Put on your shades 'cause I'll be dancing in the flames tonight
Yeah baby, tonight yeah baby
It isn't hell if everybody knows my name tonight
Alright!
It's hot to feel the rush
To brush the dangerous
I'm gonna run right to
To the edge with you
Where we can both fall far in love
I'm on the edge of glory
And I'm hangin' on a moment of truth
I'm on the edge of glory
And I'm hangin' on a moment with you
I'm on the edge
The edge, the edge, the edge
The edge, the edge, the edge
I'm on the edge of glory
And I'm hangin' on a moment with you
I'm on the edge with you

[The Edge of Glory. Lady Gaga]


C'est le malaise du moment
L'épidémie qui s'étend
La fête est finie on descend
Les pensées qui glacent la raison
Paupières baissées, visage gris
Surgissent les fantômes de notre lit
On ouvre le loquet de la grille
Du taudis qu'on appelle maison
Sommes nous les jouets du destin
Souviens toi des moments divins
Planants, éclatés au matin
Et maintenant nous sommes tout seul
Perdus les rêves de s'aimer
Le temps où on avait rien fait
Il nous reste toute une vie pour pleurer
Et maintenant nous sommes tout seul.
Protect me from what I want.
Protect me.
Protège moi.

[Protège Moi. Placebo]







sábado, 27 de agosto de 2011

Luzes

Quem parou as luzes?
Eu quero os lasers
O preto e o branco
O esconderijo e a verdade.
Quero o barulho
Que faz eu me esquecer
E lembrar de você.

Quem escondeu os vinhos?
E onde você estava noite passada?
Te quero bem, te quero alegre.
Sentir a batida do seu coração
Em meio à multidão.
Ter-te, sem motivo ou explicação.
Só uma noite sem "não"

Por que fechar os olhos?
Estou tão vidrado
Que me deitar parece besteira.
Quero o sim e não quero o não.
Um só dia ceder à tentação
Da batida do seu coração
Na tremeluzente multidão.

[Fernando M. Minighiti][27.08.2011][05:27 a.m.]


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Perdão (Uma análise do que andei fazendo)

Basta.
Longe demais arrisquei-me a chegar.
A ousadia sem limites
Foi um veneno nas minhas entranhas.
Percorri terrenos em que, são, não percorreria.
E agora tudo aqui está em carne viva
Pulsando. Vivendo, ainda.

Vermelha era minha tola esperança,
Natimorta no útero deformado
Do meu desesperado coração.
Indigna, imprecisa.
Forte, latente.
Mas agora está aprisionada,
Para que não estrague o caminho à frente.

Por mais que ela ainda viva
Acuada, medrosa e escondida
Será escondida toda a sua vida.
Será um coração dentro de meu coração.
Algo sóbrio, silencioso
Que esperará, sem esperança, mas sempre ansioso,
Mesmo sabendo que a espera será somente uma espera.

Perdoe-me! Perdoe-me!
Meu egoísmo te sufoca.
Te afronta, impiedosamente te explora.
Esta é a minha culpa.
Aqui é minha rendição.
E espero eu mesmo poder cicatrizar-te
E assim redimir-me, então.

[Fernando M. Minighiti][19.08.2011][18:58]


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Incêndio.

Sinto-me beirando a perdição. A diferença agora é que eu sei que estou são. Lúcido. Isso torna as coisas muito piores. A sensação de desnorteamento se intensifica, como uma névoa densa que impede a visão do que o próximo passo aguarda. E isso é torturante. Saber que você estava perto demais do fim de todas as suas dúvidas, mas que estava cego demais para notar todos os mais discretos sinais, atordoa-me. Quero voltar no tempo. Quero fazer o Tic-tac virar Tac-tic. Quero torcer os fatos aos meus desejos. Quero moldar minha vida, e as de quem estão perto o suficiente de mim. Quero correr os mínimos riscos, mesmo sabendo que somos muito  mais que isso. Não posso fazer essa brasa se intensificar, mas também não posso deixá-la desaparecer. Ela é minha esperança proibida. Quero um incêndio. Sim, um incêndio, porém controlado. Quero o proibido. Quero a tentação. Quero tentar, em quaisquer sentidos da palavra. Entretanto, não quero nada extraordinário. Quero respostas - simples assim. Quero atos. Quero um dia, talvez dois. Não quero a eternidade. Não quero um amor. Quero resolver questões. Mas não quero ferir a nada, a ninguém. Estas são as últimas linhas detalhadas e claras. A última espoxição de meu ponto de vista lamentavelmente parcial e tendencioso. Entretanto, por muito tempo, habituei-me a me contentar com o pouco que conseguia. Se esse não for um momento em que eu finalmente conseguirei um pouquinho mais, respirarei fundo. Não será a primeira vez. Carregar essa dúvida por mais algum tempo será a solução, então, para o bem maior: A felicidade e o bem estar da convivência de dois, três e quatro vidas que espero estarem irremediavelmente interligadas.

[Fernando M. Minighiti][17.08.2011][21:55]


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Consequência do desespero

Julgue-me, não lhe impedirei.
As cartas estão à mesa
E meu sangue profuso goteja
Dolorosamente verdadeiro.

Posso até prever nitidamente
O choque em seus olhos.
A última coisa que queria era vê-los assim.
Mas pago as consequências pelo que fiz.

Acontece que você é minha doença
E minha cura, também.
É a chave da insanidade
Sem a qual não sei viver.

Ver-te assim me angustia
E me assusta. Há algo que posso fazer?
Perdoe-me. Honestamente
Não sei como isso foi acontecer.

Peço-lhe que nunca se deixe macular
Como eu um dia deixei.
Lhe imploro que permaneça sempre inteiro
Por que o meu lugar é o desespero.

[Fernando M. Minighiti][08.08.2011][09.09]


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Análise

Eu sou o Sol que se põe.
Sou a caveira que sobrou.
Vocês são brilhantes, felizes. Você é completo.
Eu sou a metade.
O meio sentimento.
O quase feliz.
O limiar da loucura.
Sou o oposto do sorriso,
sou a vida pacata.
Sou a conformidade encarnada.
A infelicidade humana.
Sou de poucas palavras.
O senhor do medo.
Aliado do segredo.
Sou o sangramento.
Sou o impossível estancamento.
Sou a ferida, a hemorragia.
Sou doença.
A morte.
Eu sou o desespero.
Sou a solidão.
Sou o enterro da esperança.
Sou insegurança.
Eu sou a noite sem estrelas.
Sou a lua sem brilho.
Eu sou o fim do caminho.
Sou alguém perdido.
Sou sinonimo de desperdício,
o anti socialismo.
Sou a saudade.
Sou ansiedade.
Eu sou o anormal.
Sou o lado mau.
Anti-filosofia,
Vivo da nostalgia.
Sou tristeza.
Sou o desejo.
Eu sou a fraqueza que desalenta.
Eu sou o órfão,
sou carente.
Sou doente.
Vivo maquinalmente.

[Fernando M. Minighiti][05.08.2011][18:22]


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Depois de tudo

Então, a questão se resumi nisso, não? Os últimos três anos foram uma mentira e um desperdício quase completos. Depositei minha fé nas pessoas erradas. Sofri inutilmente. Trilhei caminhos tortuosos que me levaram a lugar algum. Amei quem não merecia ser amada, ajudei quem queria permanecer inalterado. Tentei, infantilmente, encontrar em outros a falta que sinto aqui dentro, quase sólida em meu peito. Não me orgulho de minha tolice: Cada um é cada um, e o que eu tenho de melhor em mim são as lembranças. Nada pode equiparar-se à sua magnitude. Nada, nem ninguém. Hoje, até quem eu acreditava ter o mínimo de dignidade e humanidade provou-me sua inferioridade. Não me surpreendo, como me surpreendia. Não tento acreditar que é diferente, como tentava. Simplesmente é assim. É triste. É a vida. Aos poucos, uma a uma, máscaras partem-se em pedaços pequenos demais para serem refeitas. É irônico que as únicas pessoas que nunca me deixaram sentir sozinho não estejam sempre comigo. Entretanto, sua influência é tamanha que, apenas a perspectiva de vê-los qualquer dia desses já me basta para acordar e enfrentar todos esses dias sozinho. Apenas nossas memórias já me bastam para sorrir. Saber que vocês existem me é suficiente para fazer-me continuar. Afinal de contas, o que significa quatro meses se comparados a dois anos e meio de separação? Breve, muito em breve, tudo vai mudar. Esses dias obscuros serão, enfim, esquecidos. E, quando o nosso passado tornar-se o nosso futuro, olharei naqueles três pares de olhos que nunca me deixaram, e murmurarei, do fundo de minha alma: "Muito obrigado".

One day the night is ending. It was only an eclipse, and now the sun will reign again. Everything will be fine.
 
[Fernando M. Minighiti][04.08.2011][12:40]

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Retrato

Guardo sua foto. Ela supre a falta que eu sinto aqui dentro. Falta de alguém. Falta de você. Seu rosto, ainda que inanimado, preenche em mim o que nao fui capaz que encontrar sozinho. Olho para sua foto intensamente: Quem sabe você aparece bem do meu lado assim que desviar o olhar. Se eu desviar... Mesmo ainda que em papel, sua fisionomia me ofusca. Mas me sinto abençoadamente bem: Enfim consigo sustentar o seu olhar. Como um ser inanimado pode me fazer sentir vivo? Como posso me perder em sentimentos, fitando apenas uma fotografia? E como posso, ao passo que me sinto bem, sentir essa angustia interna? Em meio a essa confusão de sentimentos, as lágrimas me são inevitáveis. A utopia da situação me machuca. Me deprime. Na maioria das vezes, o mais proximo que chego de tocar-te são em impressões e pensamentos. Fecho meus olhos. Sinto minhas lágrimas. Desejo estar ao seu lado. Desejo ser outra pessoa. Culpo-me, amarguradamente, por desejar o que nunca poderei ter.

[Fernando M. Minighiti][30.07.2011][23:10]